28 de agosto de 2010

Uterada.

Horrorizo ser eu quando o corpo reclama toda a mente, quando deixo de ser gente e passo a ser fúria. Não acontece sempre, mas há mês em que não me caibo no útero. Prestes a explodir em sangue, fico digladiando com meus pensamentos e socando negatividades em quem devoto o sexo, a paixão... Acho que tem ligação. O acordo amoroso entre duas pessoas, os fluidos que se trocam em tentativa sem querença de fecundação. Se o óvulo não se forma, pelo anticoncepcional ingerido, parece que se revolta em mim. Será isso (por quê)? Vou ter que suportar o bebê de Rosemary querendo existir a cada tensão pré-menstrual dolorida, porque me projetar numa nova existência só depois que eu viver muito. Eu e minhas teorias. Não deveria chibatear a quem me quer bem. Fico medrosa e fria. Mas assim que a sangria me desce, faz-se imediata a euforia.

3 comentários:

Fernanda Cozendey disse...

Você me lembra alguém

Paola Benevides disse...

Quem?

Rolando disse...

Olá. Estive por aqui. Minha filha, nesse, periodo fica assim também. Passe lá. Inté.