4 de agosto de 2010

Despejo

Tenho revirado a cama em baú de sonhos, embutido o meu presságio em fronha. Já molhei colchas com sexo, vermelhos ácidos, urina e lama, em retrospectiva de fluidos. Derramei comida com refrigerante, beligerante de mundo que acho que é só meu em cima de um móvel de quarto. Faço tudo nele até quando não faço. Deito, pulo, furo, entoco. Escondi há muito calcinha suja, dinheiro e penico. Nudez sob lençol fino. Frio aquecido por choros abafados. Se fosse vidro, estaria ali tudo estampado. Há em travesseiro o incontável número de segredos, as orações e os orgasmos.

2 comentários:

daufen bach. disse...

Gostei daqui...vim através de um link e que bom ter chegado!
parabéns!

Sara disse...

Gostei bastante do blog :)


passa tb pelo meu.