26 de fevereiro de 2011

Ressono

Pálpebras em vão. Dormir sem a escuridão proporcionada pelo cortinado me ofende a vista do sono diurno. Faz com que eu sinta uma dor vampira de querer me ocultar dos raios solares irremediavelmente, mas, ao mesmo tempo, ter a consciência de que a janela estará sempre ali, toda aberta, olhando para mim. Isso ofende tanto o espírito... Cega. É como tentar adormecer nua, sendo vigiada pelo inimigo. Ou mesmo pelo amigo, debaixo do lençol: um frio. É ruim ser velada sem que eu esteja morta ainda. O astro-monstro incomoda, não deixa descansar o corpo vivo, ignorando as minhas  tão acordadas fragilidades.

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