28 de fevereiro de 2011

Desbocada

Acho que estou doente de gente. Perdi o gene da sociabilidade por hora. O ato de falar me falha a mente, ainda mais quando a pessoa com quem eu deveria coloquiar não me agrada. Bolas fora. Só não queria ser de todo muda para prosseguir a cantar com ou sem banda, porque conversar mesmo se conversa pelos olhos, pelas mãos, pelo sexo, escrevem-se cartas... É seguro, pois bem melhor pensado antes de pronunciar qualquer verborrata. Se falta de educação não fosse, haveria manhã em que bom-dia não seria mero lero lero de discurso vazio que a matilha acata. E boa-tarde-noite seriam coisas muito caras. Vou dizer na cara tudo o que eu acho, mas farei tudo com a expressão, entre rugas e poros de mapa. Quem não for analfabeto de mim logo saberá o que tenho a comunicar. Não sou toda ouvidos para não virar penico.

3 comentários:

Paola Benevides disse...

Não querida, não se trata de uma ilha a dois (?!), o dois nem foi mencionado na escrita - cuidado também com essa coisa, liberte-se.

Se me encerro em mim, é porque assim me sinto movida, não é sempre, qualquer ser humano necessita solidão para se por ou se opor aos eixos. Auto-reflexão. E ela me apraz, justamente, por essas incompreensões ou suposições alheias. Um beijo!

Sedentário disse...

Estava já a começar um poema MISANTROPO que venho querendo fazer a tempos e antes de começa-lo resolvi olhar meu blog vi o seu e acbei encontrando esse desabafo seu, quase sempre estou assim, sem querer falar com ninguém talvez pelo fato de que o que eu tenho para falar os outros não queiram ouvir. Uma bela inspiração o teu desabafo.Abraços

Paola Benevides disse...

Caro amigo das palavras, fico muito feliz que tenha recorrido às minhas letras para confluirmos em estado de espírito. O ser humano também requer silêncio vez ou outra dentro da sua musicalidade. Muito obrigada por isso! Abraço outro.